O objetivo
Bolsa é um jogo de investimentos. Cada jogador começa com US$ 2 bilhões em dinheiro e investe em ações de 56 empresas e em títulos de países e de empresas.
Vence quem tiver o maior patrimônio no fim da partida. Patrimônio é a soma do seu dinheiro, das suas ações e dos seus títulos, pelos preços do momento.
Até 8 jogadores participam. As vagas que não forem ocupadas por pessoas podem ser preenchidas por jogadores do computador.
Como é uma sessão
O jogo acontece em sessões combinadas, com todos conectados ao mesmo tempo. Cada sessão é um ciclo, que vale um mês de mercado (ou um trimestre, se o anfitrião escolher assim ao criar o jogo). O tempo corre acelerado: cada dia de pregão dura poucos minutos.
- Início: o anfitrião abre o pregão. Antes do primeiro negócio aparecem as notícias da madrugada, que já mexem nas cotações de abertura.
- Durante o ciclo: as notícias saem, as cotações se movem e todos compram e vendem ao mesmo tempo, no mesmo mercado.
- Pausa: o anfitrião pode pausar o pregão a qualquer momento.
- Fim do ciclo: o mercado fecha e aparece o resumo, com a classificação dos jogadores e as maiores altas e quedas do mês. Tudo fica gravado até a próxima sessão.
Entre uma sessão e outra o mundo fica parado. Ninguém negocia e ninguém ganha vantagem por estar conectado fora de hora.
A cada três ciclos fecha-se um trimestre: as empresas divulgam seus balanços e pagam dividendos.
Fim da partida
A duração é combinada na criação do jogo: 3, 5 ou 10 anos de mercado. O alto da tela mostra quando a partida termina e quantos meses faltam.
Reta final. Nos últimos meses da partida, cada jogador só pode negociar uma pequena fatia das ações de cada empresa por mês, e essa fatia diminui a cada mês até o fim. Negociar continua permitido; grandes jogadas para inflar ou derrubar preços na última hora, não. Também não se lançam ofertas públicas nesse período. O limite vale também para o que as empresas que você controla negociam. A ficha mostra quanto você ainda pode negociar de cada empresa no mês. Os títulos ficam fora dessa regra.
Vencedor. Quando acaba o último mês, o mercado fecha de vez e aparece a classificação final. Vence quem tiver o maior patrimônio: dinheiro, ações e títulos pelos preços do último dia. A partida terminada fica guardada, e o anfitrião pode começar um jogo novo.
A tela
- No alto: a data do jogo e a barra que mostra o andamento do dia, o índice geral da bolsa, o preço do petróleo, o seu dinheiro, o seu patrimônio e quem está jogando. Um ponto verde indica quem está conectado; a engrenagem indica jogador do computador.
- À esquerda: o botão dos títulos, os 10 setores e a lista de cotações, que pode ser ordenada por maiores altas, maiores quedas, nome, favoritas ou a sua carteira.
- No centro: a mesa. Clique num setor para abrir as fichas das suas empresas; clique de novo para recolhê-las. Arraste as fichas pela faixa colorida e organize a mesa como quiser. Os botões acima da mesa mostram só as suas empresas, só as favoritas, ou fecham todas as fichas.
- À direita: as notícias, das mais novas para as mais antigas. Clique numa notícia para abrir a ficha da empresa citada.
A ficha de cada empresa mostra o preço, a variação do dia, o gráfico dos últimos 12 meses, os dividendos pagos no último ano, quantas ações existem, quem tem mais de 5% dela, e a sua posição: quantas ações você tem, quanto valem, o preço médio que você pagou e o resultado até agora. A estrela marca a empresa como favorita.
Comprar e vender ações
Escreva a quantidade de ações na ficha e clique em Comprar ou Vender. Abaixo do campo aparece quanto aquela quantidade custa e que fatia da empresa ela representa.
- Compras grandes empurram o preço. Quem compra muito de uma vez paga cada lote mais caro que o anterior. Vendas grandes derrubam o preço do mesmo jeito. Para montar ou desfazer uma posição grande, vá aos poucos.
- O empurrão não dura. Se não houver um motivo real, o preço volta nos dias seguintes. Logo depois de uma compra grande o seu resultado pode parecer ótimo, mas é um ganho ilusório.
- Ações ficam escassas. Quanto mais ações de uma empresa estão nas mãos dos jogadores, mais caro fica comprar as que restam.
- Corretagem: cada compra e cada venda de ações paga 0,2% do valor da ordem. Ela entra no preço médio que você pagou. Quem compra e vende o tempo todo perde dinheiro só com isso.
- Se o dinheiro não der, o jogo compra a maior quantidade possível, já contando a corretagem.
- O pregão precisa estar aberto. Em pausa do anfitrião as ordens funcionam; durante um circuit breaker, não.
Conhecendo as empresas
As 56 empresas estão espalhadas por 10 setores e 8 países. Cada uma tem a sua personalidade: algumas são sólidas e pagam bons dividendos, outras oscilam muito, outras dependem de uma grande descoberta para disparar ou desabar.
A personalidade de cada empresa é segredo. Ninguém conta, nem para os jogadores do computador. Descobre quem observa:
- O gráfico: a empresa que oscila pouco é diferente da que dá saltos.
- Os dividendos: quem paga todo trimestre e quem nunca paga.
- As notícias: como ela reage aos fatos e aos boatos.
- O setor e o país: bancos sentem os juros, companhias aéreas sentem o petróleo, mineradoras sentem a China, e a crise de um país atinge todas as empresas dele.
Quando um jogo começa, o mercado já funcionou por um ano. Todos têm 12 meses de gráficos, dividendos e notícias para estudar desde o primeiro dia.
As notícias
As notícias movem o mercado. Elas falam da economia mundial, de cada país, de cada setor e de cada empresa. Pequenas aparecem só na lista; médias aparecem em destaque e fazem a ficha da empresa piscar; grandes aparecem como manchete no alto da tela, para todos.
Quando sai uma notícia sobre uma empresa, o preço dela reage na hora. Sem notícias, as ações oscilam durante o dia e a mudança aparece na abertura seguinte.
Fato ou boato? Esta é a habilidade principal do jogo. Algumas notícias mudam o lucro da empresa e mudam o preço de forma duradoura, como um contrato, uma multa ou um balanço. Outras só mexem com o humor do mercado, como rumores e opiniões de analistas; o efeito delas some em poucos dias.
Histórias em etapas. Algumas notícias são capítulos de uma história que dura meses: uma perfuração em busca de petróleo ou minério, um remédio em testes, um escândalo sob investigação, um rumor de parceria. O desfecho pode ser ótimo ou péssimo. Os sinais no meio do caminho, como resultados preliminares, ajudam a adivinhar o final.
Crises raras. De vez em quando, uma crise vira a mesa: um crash, uma crise bancária, um choque do petróleo, a crise da dívida de um país, o estouro de uma bolha, uma guerra comercial ou uma epidemia. Elas se desenrolam ao longo de meses e terminam em recuperação.
Circuit breaker. Se a bolsa inteira despencar num dia, o pregão para por alguns instantes. Ninguém negocia até a reabertura.
Dividendos
Depois dos balanços trimestrais, muitas empresas repartem parte do lucro com os acionistas. O dinheiro cai sozinho na sua conta, na proporção das ações que você tem, e um aviso mostra quanto você recebeu.
No dia do pagamento o preço da ação cai mais ou menos o valor pago: o dinheiro saiu da empresa e foi para o bolso dos acionistas.
Grandes acionistas e controle
Quem passa de 5%, 15% ou 33% de uma empresa, ou assume o controle com mais de 50%, tem o nome anunciado nas notícias para todos verem. O mesmo vale para quem cai abaixo desses limites. A ficha mostra todos os acionistas acima de 5%, sejam jogadores ou empresas, e quem controla a empresa.
Ninguém acumula uma empresa em silêncio. Quem quiser surpreender precisa ficar abaixo de 5% e atacar na hora certa.
Cada faixa traz um poder:
- Conselheiro, a partir de 15%: alguns dias antes do balanço, você recebe uma mensagem só sua dizendo se o resultado deve vir acima, abaixo ou em linha com o esperado. É uma informação valiosa, mas não é garantida.
- Minoria de bloqueio, acima de um terço: aparece na ficha a opção de vetar as compras feitas por aquela empresa. Com o veto ligado, o controlador não consegue usar o caixa dela para comprar ações de outras.
- Controlador, acima de 50%: aparece na ficha o painel do controlador. Ali você vê o caixa da empresa, decide a política de dividendos (não pagar, pagar menos, normal ou pagar mais) e manda a empresa comprar ou vender ações de outras empresas com o dinheiro dela.
Controle indireto. Os votos de uma empresa que você controla somam com os seus. Se você controla a empresa A e a A tem mais da metade da B, você controla a B também, mesmo sem ter nenhuma ação dela no seu nome. É assim que os grandes investidores controlam muito mais do que o próprio dinheiro permitiria.
Cuidado com os sócios. O caixa da empresa pertence a todos os acionistas. Gastar mal esse dinheiro derruba o valor da empresa, inclusive das ações que você tem. Pagar mais dividendos tira dinheiro do caixa; pagar menos deixa o dinheiro na empresa, e ele continua valendo para os acionistas.
Oferta pública de compra
Para comprar uma fatia grande de uma empresa sem empurrar o preço ordem por ordem, você pode lançar uma oferta pública, pelo botão na ficha. Você anuncia a todos que paga um preço fixo por ação, acima da cotação, por até uma certa porcentagem da empresa, durante 5, 10 ou 15 dias de pregão.
- O dinheiro da oferta fica reservado até o fim. O que não for usado volta para você.
- Cada acionista decide, na ficha, quantas ações quer vender na oferta, e pode mudar de ideia até o último dia. Investidores do mercado também vendem; quanto maior o prêmio sobre a cotação, mais eles vendem.
- Se aparecerem mais ações à venda do que a oferta pede, há rateio: cada um vende uma parte proporcional.
- Durante a oferta, a cotação costuma subir em direção ao preço oferecido. Quando ela termina, o preço volta a depender do mercado.
- Só pode haver uma oferta por empresa de cada vez, e não se lançam ofertas na reta final da partida.
Os jogadores do computador também lançam ofertas e decidem se vendem nas ofertas dos outros.
Monopólio
Quem controlar, direta ou indiretamente, empresas que somem mais de 60% do valor de mercado de um setor conquista o monopólio daquele setor. Todos ficam sabendo, e o nome do monopolista aparece no botão do setor.
As empresas do monopolista lucram mais, por poder de preço. Mas o monopólio chama a atenção do governo: a cada trimestre aumenta a chance de uma investigação antitruste. Ela dura alguns meses e pode terminar arquivada, numa multa às empresas ou numa ordem da Justiça para vender parte delas. As ações vendidas à força vão para o mercado, e os rivais podem comprá-las.
Para impedir um monopólio, basta que o rival não consiga passar dos 60%: controlar uma empresa grande do setor, ou ter um terço dela e vetar as compras, costuma ser suficiente.
Extrato
O botão Extrato, no alto da tela, mostra todas as movimentações do seu dinheiro desde o início da partida: compras e vendas, corretagem, investimentos em títulos, juros, dividendos, vencimentos e calotes, sempre com o saldo depois de cada uma. Dá para filtrar por tipo.
No alto do extrato, e também no resumo de cada ciclo, aparece quanto você pagou de corretagem no mês, no trimestre, no ano e desde o início.
Títulos
O botão Títulos de países e empresas abre a mesa de renda fixa. Os títulos são empréstimos: você empresta dinheiro a um país ou a uma empresa e recebe juros.
- Juros todo mês: pagos no seu dinheiro, com um aviso.
- Vencimento: no ano indicado, o título devolve o valor cheio.
- Investir e vender: escreva o valor em milhões de dólares. Dá para vender antes do vencimento, pelo preço do dia. O preço de compra é um pouquinho maior que o de venda; essa pequena diferença é o custo de operar títulos.
- Juros da economia: quando um banco central sobe os juros, os títulos antigos daquele país perdem valor; quando corta, eles ganham. Os títulos longos mudam muito mais que os curtos.
- Nota de risco: vai de AAA, a mais segura, até CCC. Abaixo de BBB os juros são altos, mas o risco é real. As notas mudam com a economia e com as notícias. Uma empresa nunca tem nota melhor que o seu país.
- Calote: se uma empresa deixa de pagar, ou um país em crise renegocia a dívida, quem tem o título recebe só uma parte de volta.
- Em crises, os investidores fogem para os títulos mais seguros, que costumam subir enquanto as ações caem.
Jogadores do computador
Os jogadores do computador aparecem com uma engrenagem ao lado do nome. Cada um tem o seu estilo de investir: há quem prefira segurança, quem aposte em histórias, quem persiga o controle de empresas e quem compre o que caiu demais. Descobrir o estilo de cada um faz parte do jogo.
Eles jogam limpo: só sabem o que vocês também sabem. Leem as mesmas notícias, veem as mesmas cotações e os mesmos anúncios de grandes acionistas. Não há alianças: eles disputam entre si tanto quanto com vocês. No nível difícil, são adversários de verdade.
Para o anfitrião
- Iniciar ciclo, Pausar e Continuar controlam o pregão. No fim do ciclo, Fechar o mercado encerra a sessão.
- Velocidade: no jogo normal, cada dia dura 3 minutos e um ciclo leva pouco mais de uma hora. As velocidades maiores servem para testes.
- Partidas: com o mercado fechado, leva à lista de partidas guardadas. Dali o anfitrião continua outra partida, cria uma nova escolhendo quem joga, renomeia ou arquiva partidas e cadastra pessoas da família. Cada pessoa tem um link só, que vale para todas as partidas.
- Convites: mostra o link pessoal de cada jogador. Cada link funciona como senha; mande para cada um só o seu. Ali também dá para completar as vagas livres com jogadores do computador, com o mercado fechado.
- Desligar o servidor: no fim da sessão, pausa o pregão se ele ainda estiver aberto, grava o jogo, avisa todos os jogadores e fecha a janela do servidor. Na próxima vez, o jogo continua de onde parou. Os jogadores podem simplesmente fechar o navegador quando quiserem.
- Renomear empresas: o lápis na ficha troca o nome da empresa. Sai uma notícia avisando, e o nome vale também para os próximos jogos.
Dicas
- Estude as fichas antes de investir: o gráfico e os dividendos contam muito sobre cada empresa.
- Antes de reagir a uma notícia, pergunte se ela muda o lucro ou só o humor do mercado.
- Compre e venda posições grandes aos poucos, mas sem exagerar no número de ordens: cada uma paga corretagem.
- Concentrar dá poder, diversificar dá segurança. Escolha com cuidado.
- Dinheiro parado não rende; títulos seguros rendem enquanto você espera uma boa oportunidade.
- Pânicos passam. Quem mantém a calma nas crises costuma sair ganhando.
- Fique de olho nos anúncios de 5%: eles mostram quem está atrás de quê.
- Uma empresa controlada é uma ferramenta: o caixa dela pode comprar outras. Mas um terço nas mãos de um rival pode travar tudo.